
06/10/2009
Encerramento do Festival Candango Cantador Por Assessoria de Comunicação
Temporal, de Vanessa Pinheiro, vence a primeira edição do Festival de Música Candango Cantador
Foto: Débora Amorim
A canção Temporal, de Vanessa Pinheiro, encantou os jurados e foi a grande vencedora da primeira edição do Festival de Música Candango Cantador. A letra, segundo a cantora de voz suave, fala de um temporal pelo qual passou seu pai e parceiro de composições, Mário Jovita, na Ilha de Marajó. Emocionada, a grande vencedora do festival disse que o primeiro lugar foi inesperado. "No meio de tantos artistas bons eu ser escolhida, foi uma surpresa! Aqui só tem profissional mesmo. Eu estou super feliz". A compositora e intérprete fez sua inscrição na última hora e cadastrou três músicas para concorrer no Candango Cantador. Foi selecionada com Temporal, que está em seu primeiro disco homônimo. Música que coincidentemente foi composta em outro festival que a cantora participou: "Entre um ensaio e outro a música veio. A letra foi composta depois", explicou.
Rodeado de expectativa por todos os lados, o Festival Candango Cantador reuniu na última noite 69 artistas concorrentes no palco. Uma vitória para todos que passaram por ali, para mostrar a sua música. Das 12 canções, apenas três seriam escolhidas para os prêmios de R$ 4 mil (3º lugar), R$ 6 mil (2º lugar) e R$ 10 mil (1º lugar). Por isso os artistas se prepararam para fazer as apresentações de suas vidas. O esforço foi recompensado de alguma forma por todos. Teve gente que foi ao Museu da República para conferir o show de Elza Soares e do grupo Farofa Carioca, mas saiu de lá com uma boa impressão dos artistas e bandas concorrentes. É o caso de Tatiana Riviore, 46, que quando soube que Elza iria subir ao palco naquela noite saiu de uma festa direto para lá. "Eu não conhecia bem o trabalho dos concorrentes, mas acabei me surpreendendo com o Anagrama, que faz uma coisa meio funk. Achei bem legal", explica a designer gráfica. O mesmo aconteceu com Giberan Daher, 20, o universitário foi impressionado pelo Soatá, que conta com a carismática Ellen Oléria.
E com um prêmio em jogo, o que não faltou foi torcida. As Juvelinas, que abriram a noite de shows, conquistaram a platéia já no primeiro acorde e foram um dos grupos mais aplaudidos da noite. A dupla de pai e filho, Celino e Geraldo, estava acompanhada até por Dona Nôa, que naquela noite desempenhava o papel de mãe, vó, mulher e torcedora. "Se Deus quiser eles vão ganhar sim", falou com esperança a aposentada. Outra torcida presente foi a de Eugênio Monteiro, compositor da música "Na sola do pé", que já havia feito muito barulho em São Sebastião. Composta por amigos, parentes e até gente que simplesmente escutou a música no site do festival e gostou. "Teve gente que entrou em contato com a nossa turma, porque ouviu a música no site e também queria fazer parte da torcida", contou Adélia Vabo, 51, professora.
Mais um dia de desespero para os jurados, que no meio de tantas músicas de qualidade tiveram que escolher apenas três. "É muito difícil você julgar músicas de diferentes estilos, mas nós levamos em consideração alguns critérios, como a interpretação, letra, arranjos, inovações... Temos que considerar também o som, que pode não estar perfeito, pois são muitos artistas", sintetizou o produtor musical e baterista da banda Super Stereo Surf, Rodrigo Barata.
Muito eclético também foi o resultado que premiou a canção Cheiro de Amor de Marcelo Tabosa e cantada pela dupla mirim Lukas e Mateus, com o terceiro lugar e R$ 4 mil. Em segundo lugar, levando R$ 6 mil, ficou a Soatá com Lunática Maria, de Jonas Santos.
O público também conheceu na noite de sábado os três vencedores da votação popular. A música Movimentação de Edilson Alves de Araújo levou o primeiro prêmio. As outras músicas preferidas do público foram Feliz Edital de Fernando Cabral Nóbrega e Fundão Setor P de Rafael Brito de Araújo.
E mesmo com todo este resultado, a noite ainda estava longe de acabar. O grupo Seu Estrelo fez um pequeno show, que animou muita gente apressada para ver Elza Soares. Era 1h45 quando a diva subiu ao palco acompanhada pelo Farofa Carioca. De shortinho e decote, a cantora não desanimou os presentes. Deu uma saída para trocar de roupa e voltou ainda mais provocante de mini-saia. A união de Elza com o Farofa deu muito certo, cantando sucessos do começo ao fim do show, difícil foi encontrar alguém que tenha ficado parado. A noite portanto, terminou como uma grande celebração da música brasiliense e principalmente, brasileira.
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