
03/10/2009
Mistura de sons e estilos Por Glaidson Medeiros
Rock da Banda Etno também está na final
Foto: Divulgação
A banda de rock Etno venceu uma das etapas do Candango Cantador com a música "Guerra sem fim". Confira a entrevista feita com o baixista Iano Faso.
CanCan: Qual é a expectativa para a final do Festival Candango Cantador?
Iano: A expectativa é a melhor possível. Será a nossa primeira apresentação na Esplanada dos Ministérios em 7 anos de banda. Nós consideramos a Esplanada como um lugar especial da nossa cidade e estamos contentes de poder participar desse grande evento. Esperamos dar o nosso melhor na hora em que subirmos no palco.
CanCan: Na opinião de vocês quais foram os grandes destaques do festival? Fora o Etno quem vocês escolheriam como vencedor do festival?
Iano: Os grandes destaques do Festival, na nossa opinião, foram a estrutura de palco e camarim oferecidas e a gentileza da produção. Realmente nos sentimos valorizados como artistas e agradecemos o profissionalismo e a competência apresentados na fase prelimninar. Quanto à escolha de um possível vencedor, nós sabemos que avaliar a arte é algo extremamente subjetivo e que o resultado de um festival é, em geral, a opinião do corpo de jurados. Nós do Etno representamos um estilo musical muito rico em possibilidades, porém cheio de estigmas e que sofre preconceitos. Se os integrantes do Etno fossem os jurados, nós iríamos valorizar quem possui intenções semelhantes às nossas. Por isso citaremos a Banda Soatá que também possui uma sonoridade Rock com busca por ritmos variados do Brasil.
CanCan: Falem um pouco sobre a música selecionada "Guerra sem fim" Ela é uma composição recente? Existe alguma curiosidade sobre ela.
Iano: A música Guerra sem Fim foi uma das últimas composições feitas para o nosso primeiro disco "Revolução Silenciosa". O repertório do album já estava quase definido e em uma tarde rotineira de ensaio decidimos fazer algumas experimentações e a música simplesmente se manifestou de forma natural. No processo de produção e aprimoramento dos arranjos, essa música acabou sendo referência pra vários elementos que adicionamos ao disco. A letra é também um destaque, ela fala sobre a falta de responsabilidade que existe nos meios de comunicação, não só na mídia como também entre os próprios artistas. Nós procuramos expor as contradições que existem na comunicação humana. Muitas vezes histórias, valores e ações são repetidos de forma irresponsável e com isso, preconceitos e posturas segregacionistas são perpetuados na nossa sociedade.
CanCan: O que falta na cena musical brasiliense para ganhar uma dimensão nacional?
Iano: Essa é talvez a grande questão que o meio artístico brasiliense terá que responder no inicio da nova década que está por vir. Existe muita qualidade em Brasília, mas é muito dificil atingir um profissionalismo que chame atenção dos grandes centros do país. Por enquanto, Brasilia é uma cidade mais propicia para a oferecer inspiração que condições favoráveis de trabalho.
CanCan: E os próximos projetos da Etno? O que vem por aí?
Iano: Nós temos planos de gravar um DVD nos próximos meses. Temos o objetivo de valorizar nossa performance no palco e poder mostrar isso com uma qualidade exemplar. Esse material será um registro que marca a transição de uma album para o outro. Nós já temos um bom material e um novo albúm será anunciando em breve.
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