
28/09/2009
Laerte Bessa : “Cultura é a identidade do povo e reduz violência” Por Assessoria de Comunicação
Deputado Laerte Bessa fala sobre a cultura no DF
Foto: Divulgação
Cultura e Criatividade: Por ser delegado por muitos anos e diretor da Polícia Civil no último governo de Joaquim Roriz, o senhor é reconhecido como um parlamentar da Segurança Pública. Como aconteceu sua ligação com a Cultura? Bessa: Ela vem da música sertaneja e caipira. Gosto e ouço muita música. Tenho amigos artistas, como o Chico Rey e Paraná, Zé Mulato e Cassiano, Leonardo, dentre muitos excelentes artistas que temos em nosso País. Desde criança gostei de cultura e esporte e como todo menino brasileiro também sonhei ser jogador de futebol. Somos um país musical e possuímos uma imensa diversidade cultural. É o nosso legado. Essa atração pelas diversas formas de expressão artística é natural da nossa cultura em todo canto do país e conquista não somente brasileiros mas estrangeiros também. Nossa música e cultura em geral é apreciada em todos os cantos do mundo.
Cultura e Criatividade: Por que o senhor decidiu apoiar, defender e destinar emendas para projetos culturais? Bessa: A realização de projetos culturais é muito bom para toda a população e traz resultados positivos para a sociedade. Cultura é a identidade do povo e reduz a violência. Nas regiões administrativas onde se concentra a maior parte da população que tem pouco ou nenhum acesso à cultura paga, as iniciativas de projetos de cunho cultural e educativo ajudam a reduzir a violência, pois representam uma opção saudável para o jovem e população em geral. Na minha trajetória na Polícia Civil pude constatar isso muito bem e, já naquela época, apoiei e incentivei o projeto "Picasso não Pichava" e outras iniciativas voltados para o esporte e lazer".
Cultura e Criatividade: Após eleito deputado federal, o senhor prosseguiu o apoio a projetos culturais e de lazer gratuitos para a população? Bessa: Com a minha eleição para deputado federal decidi apoiar um projeto que fosse abrangente e, na primeira legislatura em 2007, apresentei uma emenda para o projeto Cultura e Outras Prosas, realizado com sucesso por produtora experiente do Distrito Federal. Este ano ampliamos e fizemos o festival Candango Cantador que revelará talentos do DF e ocorrerá em São Sebastião, Planaltina e Samambaia, com final no Museu da República, na Esplanada dos Ministérios. Essa iniciativa recebeu mais de 700 inscrições o que demonstra que a população está querendo e precisando de iniciativas dessa natureza. Todos os artistas músicos do DF poderão participar. Próximo ao final do ano, os vencedores do Candango Cantador abrirão os shows nacionais do projeto Cultura e Outras Prosas, evento que também apoio e que já faz parte do calendário cultural de Brasília.
Cultura e Criatividade: Como o senhor acha que os projetos culturais devem chegar para a população que não tem como pagar os ingressos caros dos shows e outras programações de cultura e lazer? Bessa: Para as regiões administrativas eu entendo que a melhor forma é levar projetos que sejam interativos, que dêem a oportunidade do jovem ou morador com potencial artístico manifestar o seu talento. Acredito também na eficácia de projetos com cunho educativo, que ofereçam oficinas de formação de produtores culturais, auxiliares de técnica de som, montagem de palco, oficinas de capoeira. São muitas possibilidades que podem despertar o interesse do jovem, afastando-o das drogas, da bebida e do crime. Muitos jovens são atraídos para o mundo do crime por falta de opção. Hoje, todos sabemos disso.
Cultura e Criatividade: Este ano, que outros projetos o senhor apoia por meio de emendas? Bessa: O São João Maior do Cerrado, realizado na Ceilândia, o Festival Internacional de Bonecos, Nas Asas da Arte, Temporada do Riso e Festival de Rock.
Cultura e Criatividade: É a democratização da Cultura. Bessa: Com certeza ao decidir por apoiar emendas dessa natureza, contribuo para a democratização do acesso à cultura e ao lazer gratuitos. E dessa forma também contribuo para melhorar a autoestima da população. Quando proporcionamos a realização de uma programação cultural e de lazer para crianças, jovens e adultos, estamos contribuindo para diminuir a violência e formar uma sociedade mais justa.
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