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A capella: Locução que designava inicialmente composições polifónicas como "na capella", em ritmo binário "alla breve". A partir do século XIX, passou a designar a música vocal sem acompanhamento instrumental.
Acento: sinal em forma de ângulo que na posição vertical (v) significa aumento súbito da intensidade da nota, enquanto na posição horizontal (>) significa ataque forte seguido de diminuição súbita da intensidade. Na posição invsersa (<) significa ataque suave seguido de aumento súbito da intensidade.
Acidente: Sinal de notação que indica alteração de uma nota, estranha à tonalidade indicada pela armação da clave. O bemol baixa meio tom, o sustenido sobe meio tom e o bequadro anula o efeito do sustenido ou bemol.
Acompanhamento: conjunto de elementos vocais e instrumentais que estão subordinados à parte principal e a realçam, pelo seu poder expressivo, carácter rítmico e riqueza harmónica.
Acorde: grupo de três ou mais sons simultâneos identificáveis como um conjunto (dó mi sol, por exemplo, com duas terceiras sobrepostas).
Acústica: capítulo da Física e da Música que estuda os fenómenos sonoros, a sua natureza, produção e propagação.
Agregado sonoro(cluster, em inglês): grupo de notas com pequenos intervalos entre elas, tocadas ao mesmo tempo, não identificável com os acordes da harmonia clássica.
Agudo: som de altura elevada, som "fininho", com elevado número de vibrações por segundo.
Alteração: modificação da altura de uma nota em relação ao seu estado natural, através de bemol, duplo bemol, sustenido, duplo sustenido, ou bequadro.
Alternância: execução da música repartida por solista e grupo, ou dois grupos, ou dois solistas, presente tanto na música tradicional como na música erudita, sacra ou profana.
Alto: a mais grave das vozes femininas. As solistas aparecem mais frequentemente designadas por contralto.
Altura: qualidade dos sons que os torna mais graves ou mais agudos e que tem a ver com a frequência mais ou menos elevada, com o número maior ou menor de vibrações por segundo.
Âmbito: intervalo entre a nota mais grave e a nota mais aguda de uma partitura, obra vocal ou instrumento.
Análise: estudo da forma, estrutura, tonalidade, ritmo, harmonia, melodia, orquestração, temática, intensidade, dinâmica e outros parâmetros de uma obra musical.
Andamento: grau de velocidade ou movimento, mais lento ou mais rápido, de uma música.
Armação da clave: número de sustenidos ou bemóis que, colocados no princípio da pauta, imediatamente a seguir à clave, afectam todas as notas respectivas. A ordem dos sustenidos é "fá dó sol ré lá mi si" e a dos bemóis é "si mi lá ré sol dó fá". Se existe apenas um sustenido, na linha do Fá, por exemplo, todas as notas Fá são Fá #, a não ser que, entretanto, apareça indicação contrária (bequadro). No fundo, as alterações constitutivas fazem com que se mantenha a sequência de tons e meios tons que existe na escala de Dó maior, qualquer que seja a nota em que se comece.
Arpejo: execução sucessiva das notas de um acorde, da nota mais grave para a mais aguda, podendo também suceder o inverso.
Arranjo: transcrição de uma peça para um instrumento ou instrumentos diferentes daqueles para que foi composta, ou redução de uma obra orquestral para um instrumento.
Articulação: execução clara do fraseado, interpretação desligada das notas de uma peça instrumental.
Ataque: fase inicial da produção de um som por um instrumento. Pode também significar o início, a primeira ou as primeiras notas de uma peça musical.
Atonal: música sem um centro tonal ou nota que atraia as outras ou tenha preponderância sobre elas.
Atonalidade: característica da música em que não são aplicadas as funções e leis tonais em que repousa a música ocidental desde o Barroco.
Audição: conjunto de processos que vão desde a percepção pelo ouvido humano ao reconhecimento dos sons pela consciência.
Aumentação: Prolongação da duração de uma nota, através de um ponto, por exemplo. Processo da composição que consiste em acrescentar proporcionalmente valor às notas.
Aumentado: intervalo (ou acorde) meio tom maior do que o intervalo normal. Dó-Fá, por exemplo, é uma quarta justa; Dó-Fá# é uma quarta aumentada.
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Banda de música: conjunto instrumental constituído basicamente por sopros (metais e madeiras) e percussão.
Barítono: a voz masculina intermédia entre o baixo, a mais grave e o tenor, a voz mais aguda. No Jazz, barítono sem mais designa o saxofone barítono.
Barra: linha vertical que, dividindo os compassos se chama simples, podendo, além disso, ser dupla ou final.
Bemol: sinal usado na notação musical para baixar meio tom, sem que ela mude de nome. O duplo bemol baixa dois meios tons.
Bequadro: sinal gráfico usado na notação musical para anular o efeito das alterações anteriores.
Bis (lat.): no fim de um refrão, por exemplo, significa que se canta "duas vezes". No fim de um concerto, o público pede a repetição de uma peça ou a execução de um número extra programa.
Bitonalidade: base de composição de uma peça musical em que estão presentes duas tonalidades em simultâneo.
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Cadência: fórmula da harmonia tradicional que conclui uma frase ou uma obra.
Caixa de ressonância: corpo de um instrumento cuja cavidade amplifica a vibração das cordas.
Cifra: símbolo usado na música para designar um acorde e a sua composição.
Clave: símbolo colocado logo no princípio da pauta ou pentagrama para indicar o nome das notas musicais. Há três claves: Sol, Fá e Dó, em diferentes linhas da pauta.
Compasso: divisão métrica de um texto musical, em que há uma regularidade de tempos fortes e fracos.
Concerto: obra para um ou mais instrumentos e orquestra.
Consonância: combinação de sons simultâneos que produzem uma sensação de equilíbrio ou repouso.
Contralto: a voz feminina mais grave.
Contraponto: música em com várias vozes independentes e autónomas.
Coro: grupo de cantores que executam em conjunto obras de música profana ou sacra, a uma ou várias vozes diferentes, masculinas, femininas ou mistas, juvenis ou adultas.
Corpo: a caixa de ressonância de um instrumento musical.
Cromática: escala em que os doze sons se sucedem sempre por meios tons, por movimento ascendente ou descendente.
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Dedilhação: utilização dos dedos na execução de um instrumento musical, ou a indicação numérica de como os dedos se devem posicionar no teclado.
Diapasão: embora haja o diapasão de sopro (que dá as doze notas da escala cromática e se chama, por isso, diapasão cromático) o diapasão de percussão é um objecto de metal em forma de garfo, sensivelmente, que dá apenas a nota Lá. Batendo-se contra uma uma superfície dura, dá as 440 vibrações por segundo.
Diatónico: que procede por intervalos de tom e meio tom.
Dinâmica: conjunto de variações na intensidade de uma peça musical, crescendo ou diminuindo.
Dissonância: combinação de sons cujo efeito provoca uma sensação de instabilidade.
Duração: valor de uma figura musical cuja execução é mais ou menos longa.
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Escala: série de sons que serve de base a uma composição musical e que dá a uma peça o seu estilo de música ligeira, cigana, chinesa ou jazz, por exemplo.
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Frase: pequena secção coerente de uma música, comparável a uma oração na linguagem falada.
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Grave: som de altura reduzida, de baixa frequência que, por analogia, popularmente se diz "grosso" (que alguém tem uma "voz grossa").
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Harmonia: ciência dos acordes com a sua sonoridade global e encadeamentos.
Harmónico (intervalo): intervalo em que os sons são apresentados ao mesmo tempo, escritos na vertical.
Harmónicos: sons que acompanham a emissão de um som fundamental, formando uma série de harmónicos superiores naturais.
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Intensidade: qualidade do som que se prende com a energia utilizada pelo executante e a amplitude da vibração sonora, com sons mais fortes ou mais fracos.
Interlúdio: intermezzo, pequena peça instrumental entre duas cenas ou actos de uma ópera, preenchendo o vazio gerado pelo fechar do pano. São célebres os interlúdios de "Pelléas et Melisande", de Claude Debussy.
Interpretação: execução de uma partitura numa realização sonora fiel; desempenho de um músico ou um agrupamento.
Intervalo: distância entre duas notas musicais no que se refere à altura.
Introdução: secção inicial de uma peça que não começa directamente pelo tema.
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Lá: sexto grau da escala diatónica de Dó, designado pela letra A nos países ansublinharTermosxónicos; nota dada pelo diapasão.
Ligadura: linha curva que junta duas notas da mesma altura somando-lhes a duração (ligadura de prolongação) ou várias notas de alturas diferentes para sugerir que não se devem destacar mas ligar (ligadura de expressão).
Linha suplementar: linha que, em caso de necessidade, se acrescenta por cima (suplementar superior) ou por baixo da pauta (suplementar inferior), permitindo escrever notas num âmbito mais alargado.
Luthier (fr.): designando inicialmente um fabricante de alaúdes, com o seu declínio, passou a designar o construtor de violinos e outros instrumentos da família.
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Maestro (ital.): director de um coro ou de uma orquestra, que é também, por vezes, na música barroca, um dos instrumentistas.
Marcha: peça musical com grande regularidade rítimica, em compasso binário. Originariamente servia para o acompanhamento de uma procissão ou exército. Há várias tipos de marcha: marcha turca, marcha fúnebre, marcha nupcial, encontrando-se exemplares em Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert, Méhul.
Marcha harmónica: modulante ou não, consiste num encadeamento de acordes.
Meio soprano: voz feminina intermédia.
Melodia: sucessão mais ou menos cantável de notas de altura diferente.
Melódico (intervalo): intervalo horizontal, isto é, em que uma nota é tocada ou cantada a seguir a uma outra, seja ela igual, mais aguda ou mais grave.
Metrónomo: aparelho mecânic (ou digital) criado por Winkel e patenteado por Maelzel para regular o andamento da execução musical. O metrónomo dá ao compositor a possibilidade de escrever o andamento exacto que pretende para a sua obra.
Mi: terceira nota da escala diatónica de de Dó, correspondente à letra E nos países ansublinharTermosxónicos.
Modulação: mudança de tonalidade.
Monorritmia: existência de um só ritmo numa peça, tocado por uma ou várias pessoas.
Música de câmara: música destinada a uma pequena sala de concertos, geralmente composta para um reduzido grupo de instrumentos ou vozes.
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Notação: conjunto de sinais convencionais utilizados para representar graficamente a duração, altura, ritmo e outros aspectos de uma obra musical.
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Oitava: grau número 8 da escala; som resultante de multiplicar por dois a frequência de um som (oitava ascendente) ou de reduzi-la para metade (oitava descendente).
Ópera: obra musical composta sobre uma argumento, cantada com acompanhamento instrumental e encenada à semelhança do teatro.
Ornamentação: inserção de uma ou mais notas decorativas numa melodia principal.
Orquestra: conjunto de instrumentos musicais agrupados em seccções homogéneas, por famílias de instrumentos, com predomiância das cordas.
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Partitura: representação gráfica do conjunto dos sons e silêncios de uma obra, partes instrumentais ou vocais de um trecho musical em que as diversas partes simultâneas aparecem sobrepostas.
Pausa: silêncio que pode durar mais ou menos tempo e é representado por um símbolo numa partitura.
Pauta: pentagrama, isto é, conjunto de cinco linhas paralelas e equidistantes com quatro espaços entre elas onde se escrevem os sinais musicais.
Pentatónico: sistema que utiliza cinco sons da escala diatónica (dó ré mi sol lá, por exemplo).
Percussão: efeito de percutir; produção de sons e de música através de batimento ou entrechoque.
Perfil sonoro: tempo de vida de um som, desde que é atacado até que se extingue (ataque, corpo, queda).
Piano: antes de significar o conhecido instrumento musical de corda e tecla, já este termo italiano significava um som ou um conjunto de sons tocados com pouca de intensidade.
Polifonia: execução simultânea de várias notas e melodias.
Politonalidade: coexistência de várias tonalidades na mesma obra (frequente em Darius Milhaud).
Polirritmia: existência mais do que um ritmo diferente, tocados ao mesmo tempo.
Ponto de aumentação: ponto que, colocado imediatamente a seguir a uma figura musical, lhe aumenta a duração em metade do seu valor.
Prelúdio: introdução musical a uma ópera, ou pequena peça independente, sem forma pre-estabelecida, como os "Prelúdios e fugas" de J. S. Bach, ou os "Prelúdios" de Chopin.
Pulsação: marcação regular de uma música ou canção que pode não se ouvir mas se sente por trás do ritmo.
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Quaternário: compasso ou ritmo de quatro tempos.
Quinta: grau número 5 de uma escala diatónica, ou o intervalo entre uma nota e outra nota cinco graus acima ou abaixo.
Quinteto: composição para cinco partes, ou agrupamento de cinco músicos.
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Rapsódia: composição com carácter de fantasia sobre temas pre-existentes, em geral populares. Na História da Música, destacam-se as rapsódias de Liszt, Lalo e Rachmaninov).
Ré: segunda nota da escala diatónica de dó, designada por D nos países ansublinharTermosxónicos.
Recital: concerto dado por um só intérprete ou um grupo reduzido.
Ritmo: componente fundamental da música, tem a ver com a organização dos sons e dos silêncios e respectiva duração.
Roda: círculo que se forma para certas canções infantis, podendo também verificar-se em danças espanholas.
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Segunda: relação de um grau da escala com o grau anterior ou seguinte, podendo ser de um tom ou meio tom.
Serenata: peça instrumental sem forma determinada. É célebre a "Pequena Serenata Nocturna" de Mozart.
Septeto: formação ou obra para sete instrumentos ou vozes.
Sétima: som que na escala diatónica ocupa o 7º grau ascendente. É sétima também o intervalo entre as duas notas.
Sexta: som que numa escala diatónica é o sexto a contar da tónica (Dó-lá); intervalo que daí resulta.
Sexteto: agrupamento de seis vozes ou instrumentos, ou obra escrita a seis partes.
Sinfonia: obra orquestral de grandes dimensões, em vários andamentos, em geral.
Sinfonietta (ital.): diminutivo que pode designar uma pequena orquestra ou uma pequena sinfonia.
Solo: seção de um trecho musical executado por um só intérprete (solista).
Sonata: obra instrumental em 3 ou quatro andamentos para um ou mais intérpretes.
Soprano: a mais aguda das vozes femininas.
Staccato (ital.): execução de uma música em que cada nota aparece um pouco destacada da nota seguinte.
Suite: peça instrumental em vários andamentos.
Sustenido: sinal da notação musical que modifica uma nota em meio tom ascendente. O duplo sustenido sobe dois meios tons.
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Tenor: a voz mais aguda das vozes masculinas.
Ternário: compasso ou ritmo de três tempos.
Timbre: cor ou característica do som que permite distinguir um instrumento ou uma voz, mesmo quando dão notas da mesma altura, deve-se à forma como o som é produzido.
Tom: intervalo de segunda maior. A palavra pode significar também tonalidade.
Tônica: a nota fundamental de uma escala diatônica, ou o centro que polariza a tonalidade no regime harmônico diatônico.
Trio: composição escrita a três partes ou para três instrumentos. A mesma palavra pode designar a parte central do minueto, e um conjunto de três instrumentos.
Trovador: poeta músico medieval existente em vários países da Europa com nomes e características diferentes.
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Uníssono: posição de duas ou mais notas na mesma altura.
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Variação: forma musical em que um tema é transformado através de vários recursos próprios da composição. Até se tornar uma forma complexa, partiu de um princípio muito simples e comum, o de acrescentar a uma composição novos elementos musicais e ornamentos.
Vibrato: ligeira ondulação provocada num som com uma finalidade expressiva, no canto ou em instruemntos de sopro.
Vocaliso: execução vocal sem palavras, ou sobre uma sílaba. Exercício técnico em que um fragmento melódico é repetido em diferentes alturas para aquecimento das cordas vocais ou outros objectivos específicos.
Voz: instrumento musical privilegiado e universal, pode executar música a solo ou em grupo, com acompanhamento de um instrumento ou de uma orquestra.
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