

Festival da Música Brasileira
Tudo bem, meu bem - Ricardo Soares
Depois de muita insistência do produtor de festivais Solano Ribeiro, a Rede Globo aprovou em 2000 a realização de mais um evento direcionado à música, o “Festival da Música Brasileira”. Solano ocupou o cargo de “consultor”, cabendo a ele executar os contatos com os compositores e organizar o júri. A produção musical ficou a cargo de Roberto Talma.
César Camargo Mariano foi convidado para assumir a direção musical do festival, mas a contratação não pôde ser efetuada. Em seu lugar foram contratados quatro maestros, Wagner Tiso, Gil Jardim, Gilson Peranzzetta e Dudu Marotte, responsáveis pela produção das músicas, indicação de arranjadores e escolha dos intérpretes.
Foram selecionadas 48 músicas para um evento que, segundo a Central Globo de Produção, deveria empolgar o país. Entretanto, na primeira eliminatória, ficou claro a tentativa de intervenção sobre a decisão dos jurados. A ideia era que fossem classificadas músicas com apelo comercial, voltadas para o mercado.
Na tarde da segunda eliminatória, um novo critério para a escolha do melhor intérprete do festival foi comunicado. Pelo regulamento, apenas os intérpretes das canções classificadas para a final concorreriam ao prêmio, mas a partir de então, qualquer um dos eventuais desclassificados poderia concorrer.
“Tudo Bem, Meu Bem”, de Ricardo Soares, interpretada por ele, ficou com o primeiro lugar. Em segundo, “Morte no Escadão”, de José Carlos Guerreiro, com o grupo Tianastácia, e em terceiro, “Tempo das Águas”, de Valmir Ribeiro, com Bilora. O prêmio de melhor intérprete ficou com Na Ozzeti cantando “Show”, de Luiz Tatit e Fábio Tagliaferri. A plateia descontente com o resultado saiu da final aos gritos exigindo uma CPI do festival.
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